Há lugares que só se revelam a quem vai devagar. A Póvoa de Lanhoso é um desses lugares. Feita de montes, ribeiros, caminhos antigos e paisagens que mudam com a luz.
Depois de um trabalho cuidado de renovação, os trilhos voltam a abrir-se a quem gosta de caminhar, respirar fundo e sentir a natureza como ela é: simples, generosa e cheia de histórias.
Um percurso fresco, repleto de vegetação e com sinalética revista e melhorada onde se destacam os painéis informativos personalizados para que cada caminhante possa compreender melhor o território que pisa. É como se cada trilho tivesse sido acordado, preparado e convidado a receber quem chega. Convidamos-te a visitar o e-póvoa market e conhecer alguns dos operadores que te permitem explorar de uma forma singular estes percursos e participar em múltiplas atividades paralelas.
A PR1 – Maria da Fonte é um percurso de 12 quilómetros que começa e termina no Centro Interpretativo Maria da Fonte. É um trilho que atravessa aldeias, campos e memórias, perfeito para quem gosta de caminhar com história à mistura. Já as PR2 – Monte do Merouço e PR3 – Ribeiro Queimado, ambas com partida na Aldeia Turística de Carreira, oferecem cerca de 11
quilómetros de natureza pura, com vistas amplas e aquele silêncio bom que só o Minho sabe dar.
Para quem procura uma caminhada mais longa, a GR 117 – Via Romana XVII é uma viagem no tempo. São 15 quilómetros que ligam Covelas a Serzedelo, seguindo o antigo caminho romano que unia Bracara Augusta a Asturica Augusta. É impossível percorrê-lo sem imaginar quem já passou por ali há tantos séculos.
E claro, tens o Trilho dos Moinhos do Pontido. Este trilho liga o Parque do Pontido ao Castelo de Lanhoso e ao Carvalho de Calvos, num percurso que junta natureza, património e alguns dos lugares mais emblemáticos do concelho. Também ele foi renovado para garantir que cada passo é uma experiência plena.
Estes percursos não são apenas caminhos. São convites. Convites para abrandar, para respirar, para olhar a paisagem com calma. Para redescobrir a Póvoa de Lanhoso com os pés na terra e o coração aberto. Para apoiar o turismo local, para dar vida à restauração, para celebrar o que é nosso.
Afinal, caminhar aqui é mais do que fazer quilómetros, é sentir a alma da terra.



